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BUT HERE WE ARE — FOO FIGHTERS

Acho que essa é a terceira vez que tento escrever algo sobre Foo Fighters… Bom minha história com a música do FF se deu muito a Best Of…

Igor Henrique Constant · · 5 min de leitura
BUT HERE WE ARE — FOO FIGHTERS

BUT HERE WE ARE — FOO FIGHTERS

Acho que essa é a terceira vez que tento escrever algo sobre Foo Fighters… Bom minha história com a música do FF se deu muito a Best Of You, assim como talvez muitos outros ouvintes da banda. Quem diria que os originários do Nirvana (Para quem não sabe, além do Dave, o Pat Smear também era do Nirvana), fariam músicas tão distantes do grunge? Talvez fosse algo para superar a dor da perda, tanto quanto eu tive que ouvir muito para lidar com as minhas perdas.

Teve uma época que eu ouvia Foo Fighters na mesma proporção que eu bebia Coca-Cola. Então isso quer dizer que era muito.

Músicas como Everlong, Learn to Fly, The Pretender, Walk, These Days se tornaram atemporais de forma que quando a banda chegou em um patamar, ela tinha total direito de arriscar em algo novo. E assim foi primeiro em Sonic Highways.

Eu literalmente sou apaixonado nesse disco e no contexto dele. A banda ter decidido excursionar por estúdios de diferentes lugares, para tentar absorver a cultura do local, contar com participações especiais e também revisitar um pouco o passado em Seattle. Subterranean é uma das músicas mais emblemáticas que já ouvi. Lembro que quando assisti a série do Sonic Highways, o Dave entrando no estúdio que o Nirvana gravou/produziu, era como um mergulho de saudades.

“I will start again, subterranean
But the truth is so unkind
What do you know, how low the sky” — Subterranean — Sonic Highways (2014)

Eu sempre digo que esse disco começa com uma pedrada em Something from Nothing e te entrega o puro “drama” — Não sei se essa seria a palavra certa para se usar — No final dele. Ouvir esse álbum e ao mesmo tempo ver a série foi um sentimento muito único.

I am a River, na série foi gravada com um grupo de violinos… Cara é um negócio de arrepiar, pois ela em si é uma música tão forte quanto Subterranean.

“Can we recover
Love for each other
The measure of your life” — I Am a River — Sonic Highways (2014)

Mas onde eu entro nisso tudo? Bom… Vamos lá.

My Hero e Rest. Essas são as músicas que possuem maior representatividade na minha vida, ambas por lembrarem meus avós. Creio que foi por isso que foi tão complexo tentar colocar em palavras.

My Hero apresenta justamente o herói do cotidiano… Nele eu enxergava meu avô. Que na ausência do meu pai, serviu como um herói para mim. Ele era um senhor comum, ou como diz na música.

“There goes my hero
He’s ordinary” — My Hero — The Colour and the shape (1997)

Ouvir essa música em 2018 alguns anos após sua partida, foi como um sentimento de verdadeira despedida, como se eu tivesse passando a fase do luto que já perdurava por alguns anos comigo.

Já em But Here We Are um disco que Dave, mais uma vez tem que lidar com a perda… Seja da sua mãe ou do seu amigo e baterista Taylor Hawkins.

E eu assim como ele também talvez precisasse ouvir para mais uma vez, me despedir adequadamente da minha avó que dessa vez já havia partido. Foi muito difícil não pensar na minha avó no primeiro momento que ouvi Rest.

A Guitarra com um som distorcido e agudo, com o Dave cantando

“Rest, you can rest now
Rest, you will be safe now” — Rest — But Here We Are (2023)

Esse trecho, me causa um sentimento de saudade enorme, mas ao mesmo tempo de conforto das lembranças que me são geradas.

“Waking up
Had another dream of us
In the warm Virginia Sun
There I will meet you”

O trecho “In The warm Virginia Sun” para o retrato da minha vida, poderia muito bem ter sido trocado “Sob o sol quente do bairro que cresci”.

Ao mesmo tempo que o Foo Fighters me remete um pouco ao processo do luto, ele também me remete a momentos felizes. Foi meu primeiro show internacional da turnê Concrete and Gold + Villains (Com o Queens of the Stone Age), a Bia pegando a estrada para SP a primeira vez.

Que show foda, no estádio do meu time… Foi a noite dos shows do sonhos. Quando começaram a tocar Run, eu gritava igual a um maluco “WEEEE RUN”, em The Sky Is a Neighborhood o Allianz dava a sensação que eu estava literalmente no céu, de tantas luzes em plena terça-feira.

Foi um dia foda, outro dia volto para falar um pouco sobre QOTSA.

Mas no fim de tudo eu só queria dizer que assim como o nome do disco e também o nome da postagem.

But Here We Are.

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