post-hardcore

LIFE IN YOUR GLASS WORLD .

Bom, vamos nessa depois de um tempo sem colocar nada aqui… Por motivos de que estava sem um teclado rsrs.

Igor Henrique Constant · · 4 min de leitura
LIFE IN YOUR GLASS WORLD .

LIFE IN YOUR GLASS WORLD.

Bom, vamos nessa depois de um tempo sem colocar nada aqui… Por motivos de que estava sem um teclado rsrs.

Hoje vim falar um pouco de Citizen. A banda formada em Toledo — Ohio já possui 4 discos no currículo. Mas hoje em especifico irei comentar um pouco do último… Como o próprio nome já diz: Com a vida em seu mundo de vidro.

Mas para chegar nessa fase da banda, precisamos revisitar os discos anteriores e cá entre nós, eu particularmente gosto de bandas que arriscam e mudam a sonoridade quando sentem que é necessário.


Em 2013 quando o Citizen veio com seu disco “Youth” eles fizeram isso tão bem que eles poderiam muito bem ter seguido naquele formato de estilo músical, um emo mais lento, melancólico… Pode se usar como exemplo mesmo How Does It Feel? Riffs maçantes com um vocal segurado que quando o vocal entra no trecho título da música, você já está chorando deitado em posição fetal.

Já em 2015 ocorreu a primeira mudança na sonoridade da banda, com riffs mais agudos, distorções e vocais mais fortes… Aparece o Everybody Is Going to Heaven. Admito que Dive Into My Sun e My Favorite colors, são de longe minhas músicas favoritas desse disco.


Chegando em 2017, entra ele… As You Please um dos meus discos xodós. Trouxe uma melancolia que havia sido meio que perdida em Everybody Is Going To Heaven. Já voltava a um ritmo mais lento como em In the Middle of It All. Mas a partir disso, talvez a banda tenha percebido que há momentos que uma mudança radical é bem vinda… Muito bem vinda aliás.


Uma banda que não se arrisca em mudar, penso eu que uma hora cai no limbo. Claro que sempre terão fãs mais saudosistas que não irão aceitar bem uma mudança de integrante, sonoridade e afins. Mas admiro a coragem que alguns tem de fazer isso, para sentir que devem continuar.

Finalmente chegamos nele, 2021, pandemia e eles lançam o Life In Your Glass World. Um renascimento musical para a banda, no qual eles se aventuraram em um alt-rock, deixando um pouco o emo dos seus antecessores de lado. Blue Sunday é uma das minhas músicas favoritas desse disco, a batida dela, as distorções tudo nela é perfeitamente encaixado.

A faixa de abertura — Death Dance Approximately você já sente uma mudança radical, uma música que dá injeção de animo ao invés de dopamina dos discos anteriores. É um disco mais intenso, mais forte, mesmo que alguns momentos flerte com a melancolia.

Em I Want To Kill You, seguimos muitoooo forte com a questão de riffs curtos e uma bateria mais agressiva, casando perfeitamente com o clipe que foi lançado.

Um trecho que me marca muito nessa música é o: The clock is a knife and I wait my turn — O relógio é uma faca e eu espero minha vez.

O disco encerra muito bem com Edge of the World e deixa aquela sensação de que realmente acabou sabe? Uma sensação única de fim, de um trabalho que foi feito, de um amor que acabou, de um dia que chegou ao fim.

“But at the end of the day
There is beauty in tragedy
I hope you find what you need
I hope it’s everlasting
I hope you learn to love yourself…”

Não irei fazer um faixa a faixa, pois tenho esperança que se você ler até aqui, você pode muito bem ouvir… Já que música foi feita para tal.

gostou do texto?

se quiser ajudar a manter o projeto de pé, qualquer valor é bem-vindo.

pix · qualquer banco · chave aleatória