MELHOR DO QUE PARECE.
Nostalgia da novidade, saudades do futuro…
Se tem uma banda que aprendi a gostar em doses homeopáticas, certamente foi O Terno.
Tenho um amigo que é super fã deles (O Benan) e em um passado não muito distante, costumávamos jogar futsal todas as quintas e devo dizer que mesmo com o espírito competitivo entre nós, era um dos meus passatempos favoritos, principalmente quando os tiozão da quadra do society chamavam a gente para completar time.
Escrevo isso, às 23h15min rindo e lembrando das cenas e do quão divertido e simples eram.
Mas voltando ao tema da música, é pegar as lembranças embaralhadas daquele tempo e colocar nesse texto. Era um tanto quanto engraçado que sempre 2 caras iam jogar bola ouvindo músicas com o ritmo mais aleatório possível. Em umas quintas eram Pitty, em outras eram Slipknot, em outras eram Planet Hemp.
Porém quando o Melhor do que parece lançou, foi um marco para às quintas-feiras de futsal. Foram quintas afinco ouvindo esse álbum.
É estranho colocar isso em palavras, pois no momento que eu vou escrevendo, as cenas vão sendo revividas na cabeça e as letras da música do álbum vão ecoando de uma forma tão diferente. Talvez até por ela hoje em dia fazer mais sentido do que naquela época.
Vou procurar em todo canto até
Achar onde eu perdi
Minha vontade, o meu desejo ou o prazer de conseguir
E a paciência que eu preciso para curtir
É um puta questionamento… Que eu me faço sempre, chego em alguma resposta pronta? Não chego.
Mas relembrar os tempos mais simples, geram um certo conforto e não culpa.
Parece que eu fico o tempo todo culpado
Com culpa eu não sei do quê
Era legal pensar que além da amizade, tinha o clima de rivalidade… Eu Palmeirense, ele São Paulino. Então era o clima adequado para cada um dar o melhor de si na quadra, mas ao mesmo tempo era legal depois terminar o jogo e tomar uma cerveja gelada lá no bar do Gol de Impacto.
Vale a menção honrosa para o Fermino, o homem que perdia gols fáceis e fazia os impossíveis. Era bizarro isso, na moral… Perdia gol sem goleiro, porém fazia uns gols sem ângulo nenhum, de fora da àrea, meio da quadra.
Marcelo também era o maestro da quadra, gostava muito quando caía no time dele. Era muito mais fácil de fazer gol.
Mas retomando, esse álbum fez parte de um tempo que era simplesmente divertido e admito sentir falta, até por não ter tido mais contato com quase ninguém daquela época além do Renan, que horas antes de eu escrever esse texto, apliquei um 7x2 no EAFC e no maior clássico da Inglaterra e da cidade de Salto.
De lá pra cá, os futebol diminuiram muito e foram mudando para o vôlei… Porém esse tempo foi marcante demais, era como se sentir criança novamente no qual eu estava ali apenas desfrutando dos momentos com os amigos para no final terminar rindo.
Foram várias quintas, tentando sair cantando pneu de um carro que certamente não dava para fazer isso, ouvindo sempre as mesmas músicas e sempre pegando a carona no mesmo lugar.
Aparentemente, tudo estava melhor do que parecia.
Talvez eu só precise novamente de paciência e calma para curtir as coisas novamente como antes.