METEORA — LINKIN PARK
Logo que completei 11 anos, comecei a me aventurar nos CD’s… Minha mãe tinha um rádio que se bobear era mais importante que eu mesmo dentro de casa, porém só tinha CD’s das músicas que ela curtia. E eu querendo entrar de cabeça nos Rock da vida. Foi ai que conheci o Linkin Park, acho que ao contrário de muita gente que conheceu pelo Hybrid Theory que marcou uma geração, eu conheci diretamente pelo Meteora.
Em Salto, havia uma loja de CD’s na 9 de Julho e em um fim de semana, eu perguntei pra minha mãe se podíamos ir lá, chegando lá tinham dois CD’s do Linkin Park, lembro até hoje, um era um CD/DVD que era o Live In Texas e o Meteora. Claramente por falta de dinheiro levamos o Meteora pra casa.
Provavelmente só eu saiba o peso desse CD em toda minha construção como pessoa, foi meu primeiro contato com uma voz gigantesca como a do Chester, foi meu primeiro contato com música mesmo, foi meu primeiro contato pra tentar entender inglês, para entender o contexto das músicas. Enfim, foi um divisor de águas gigante na minha vida.
1 . Foreword
O disco começa com um instrumental, como se eles tivessem quebrando algo ao fundo e logo em seguida numa fração de 13 segundos já entra a milhão em Don’t Stay.
2 . Don’t Stay
Lembro que quando entrava nessa música, eu até me assustava pela mudança gigante que tinha nas transições. O Refrão forte acompanhado da bateria e da guitarra de forma aguda são marcantes.
(Don’t stay) Forget our memories, forget our possibilities…
3 . Somewhere I Belong
Em mais uma transição perfeita entre músicas, vem a faixa número 3… Até começar a ter entendimento das letras, tudo é muito lindo. Mas quando você começa a entender o contexto delas, sua visão muda muito. Esse disco é um caso desses, até ser criança e ter pouco entendimento das coisas, ele soava como um disco agitado, porém depois de adulto as coisas mudam e você enxerga isso com outros olhos. Hoje em dia os trechos do inicio e do refrão fazem um sentido enorme.
Introdução
“When this began
I had nothing to say
And I get lost in the nothingness inside of me
I was confused
And I let it all out to find
That I’m not the only person with these things in mind”
Refrão
“I wanna heal, I wanna feel
Like I’m close to something real
I wanna find something I’ve wanted all along
Somewhere I belong”
4 . Lying From You
Lying From You, tem uma coisa que não sei explicar… Ela não é calma, mas também não é agitada. É como se ela tivesse sido composta na medida correta, em alguns momentos ela desacelera, em outros ela aumenta, é meio difícil pra mim descrever o que sinto ouvindo ela…
5 . Hit the Floor
Essa era uma outra música do disco que me assustava um pouco quando criança, depois de adulto aprendi a gostar um pouco mais dela, mas ainda sim não é uma das que eu mais ouça. Lembro que a intenção dela no livreto das letras que vinha com o disco, era ter uma entrada mais hip-hop e a construção dela tinha sido uma das mais complexas no disco.
6 . Easier to Run
Easier to Run, já começa com um refrão inesquecível…
“It’s easier to run
Replacing this pain with something numb”
Essa é outra música do disco, que no inicio não era uma das minhas favoritas, porém depois de adulto, mudou muito… Guardei muitas feridas, que não mostro ou compartilho e enfrento muitas delas, sozinho. A alternância entre ter essas feridas e questionar sobre se tivesse feito diferente, como seria é constante.
7 . FAINT
Pra mim, se esse disco terminasse nessa faixa… Ele já seria ótimo, essa é uma daquelas músicas que nunca mais serão ouvidas no mesmo peso, entonação ou coisa parecida, inclusive abomino qualquer banda que se atreva a fazer um cover dela.
Pode dizer que risquei meu CD de tanto, que repetia a faixa 7, ela era tudo de bom pro Igor criança, agitada, com gritos, guitarra aguda, bateria a 135 bpm… Era tudo lindo. Mas aí você entende os contextos da música e percebe-se que depois de adulto, a transmissão dela era totalmente outra.
“Time won’t heal this damage anymore
Don’t turn your back on me
I won’t be ignored”
8 . Figure.09
A alternância entre rock e o rap no disco, são constantes… O Mike nisso tem um talento enorme, isso pra mim é inegável. Mas as transições são tão suaves, que você nem sente a mudança de estilo. Nu Metal era bom demais.
9 . Breaking The Habit
Breaking the Habit foi o quinto single do disco, sendo o último antes do lançamento do disco por completo. Essa música tinha até a capa mais legal dentre os singles, o clipe no estilo de animação.
Enxergar essa música com outros olhos hoje em dia, é bem complexo, parar muitos hábitos que já temos construídos, as vezes nem sabemos exatamente pelo que lutamos e só estamos dentro de um ciclo vicioso que depois mal sabemos como sair.
10 . From The Inside
From The Inside, depois de muito tempo se tornou uma das minhas favoritas do disco… O peso que a letra + melodia passa é irreal quando você pega para ouvir em uma noite antes de dormir.
Toda vez que ela entre em:
“Trying not to break
But I’m so tired of this deceit
Every time I try to make myself get back up on my feet
All I ever think about is this
All the tiring time between
And how I try and I put my trust in you
Just takes so much out of me”
É dureza…
11 . Nobody’s Listening
Quando criança, eu sempre achava que essa música tinha alguma influência brasileira… Vai vendo. Mas no fundo, ela tinha influência na flauta de bambu japonês. Ela traz uma atmosfera diferente de todas as músicas, mais puxada pro rap, consegue encaixar perfeitamente a flauta japonesa e ela simplesmente só flui nos ouvidos de maneira perfeita.
“I got a
Heart full of pain
Head full of stress
Hand full of anger”
12 . Session
O instrumental de 2:23 mais gostoso de se ouvir, mesmo você sabendo que ela é a penúltima música do disco, ela consegue te transmitir uma sensação de término que até deixa triste.
13 . Numb
Está aí a música que se tornou um marco, dentre tantas outras, de outros discos. Numb consegue encerrar o Meteora de forma perfeita, sem defeitos e ainda consegue deixar um sentimento de saudade. A introdução dela é atemporal, o refrão também… Tudo nela caminha na maior perfeição possível. Admito que pra mim ouvi-la depois da morte do Chester é muito difícil, não só ela como todas as outras. Escrever sobre essas músicas, se torna muito complicado, já que ouço elas desde criança e depois minha visão sobre elas mudou muito.
No final de tudo, muito obrigado Chester, Mike, Brad, Joe, Phoenix e Rob. Vocês marcaram minha vida de uma forma que eu nunca irei me esquecer, vocês literalmente foram o começo de tudo. ❤


