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TO THE END.

Terno é o toque de alguém que você ama demais

Igor Henrique Constant · · 5 min de leitura
TO THE END.

TO THE END .

Terno é o toque de alguém que você ama demais


Lá na decada de 90, quando iamos jogar aquele FIFA 98. E vinha aquele grito marcante “Woo-hoo” repetidas vezes, você olhava para o seu amigo/rival juntamente daquela música, você sentia que podia ganhar dele de forma absurdamente fácil (Mas no fundo você era humilhado), tal qual era o Oasis na disputa com o Blur.

Eu fui conhecer de fato o Blur, lá em meados de 2013 em uma plataforma de streaming chamada Rdio. Eu lembro que eu e uma amiga chamada Aline, viviamos compartilhando novas músicas/bandas por meio da plataforma que era quase que uma rede social.

Depois de descobrir que a música do Fifa era do Blur, eu parti para conhecer mais da banda. Nesse momento que a gente percebe que o Gorillaz é do vocalista do Blur e que talento absurdo esse cara tem.

O disco “The Best Of — 2000” se me recordo, foi o primeiro que ouvi.

Os caras tinham clipes muito doidos… Clipe que uma caixinha de leite era dada com desaparecida? Um outro na pegada de Laranja Mecânica — Stanley Kubrick.

Beetlebum foi uma das seguintes que eu ouvi. E o mais legal do blur é que eles tem muitos discos ao vivo em serviço de streaming e a partir disso você já meio que consegue sentir como deve ser a banda no ao vivo, principalmente se tratando de energia/público.

Tem um disco ao vivo deles que é meu favorito… Se chama Parklive (2012). O título do disco tem como referencia o Parklife (1994) e foi dividido em 3 partes.

Na parte #1 fica o destaque para Girls & Boys, Bettlebum, Coffee & TV e Country House e Parklife

Country House tem um dos refrãos mais divertidos, porém critico desse álbum. Até casa um pouco com a realidade do povo da capital, já que é inspirada no povo Londrino que viveu a vida inteira vendendo a alma nos bancos, ganhando dinheiro. Mas que no final da vida, está farto de tudo vivendo numa bolha gigantesca de ansiedade.

“He lives in a house
A very big house in the country
Watching afternoon repeats
And the food he eats in the country
He takes all manner of pills”

Acho que o que mais me pegava nas letras/melodias do Blur era justamente isso. Sempre aparentavam serem músicas “divertidas” porém tinham uma crítica meio que “mascarada” ali.

Em Coffee & TV que tem o famoso clipe da caixinha de leite desaparecida, um clipe fofo digasse de passagem, porém quando o Graham a compôs foi na intenção de mostrar a sua dificuldade após largar o seu vício em bebidas alcoólicas. E como café e TV acabavam “substituindo” esse vício e que chegava um momento que o excesso de informação o deixava absorto do mundo real. Inclusive a cena da caixinha de leite pegando carona em uma moto é extremamente fofa.

“Sociability
It’s hard enough for me”

Já na parte #2 do disco fica o destaque praSong 2, No Distance Left To Run, Tender, This is a Low, Sing, Under The Westway, The Universal e End of a Century.

Essa parte do disco beira mais um pouco da melancolia, mas ainda sim é excelente. Particularmente gosto muito de Tender, a versão de estúdio no clipe era acompanhada de um coral de igreja o que tornava a música ainda mais marcante, juntamente do “Oh, my baby, oh, why?” do Graham Coxon (Guitarrista da banda).

E nessa versão ouvir o público ao fundo… Eu nem sei como descrever, talvez só gostaria de estar ali junto com o público.

“Love’s the greatest thing
That we have
I’m waiting for that feeling
I’m waiting for that feeling
Waiting for that feeling to come”

The Universal, tem uma mistica interessante… Pois ela é a música ideal para encerrar um show deles. É justamente para talvez causar aquele sentimento que encerrando ali o dia seguinte pode ser tão bom quanto o anterior. Mas ao mesmo tempo, mostra que esperar a sorte cair no seu colo não vai mudar nada.

Quando o Damon, termina ela com o agradecimento para a plateia e a banda continua tocando… E a galera a plenos pulmões segue junto cantando é surreal.

Essa semana estava conversando com uma amiga sobre músicas lá do UK e como tecnicamente elas sempre parecem ser mais trabalhadas na questão de estúdio, parte de mixagem, masterização etc. E isso me reacendeu a vontade de ouvir blur e também algumas outras bandas de lá.


Antes de encerrar o texto, vou deixar um trecho traduzido de The Universal e também caso queira se aventurar nesse cenário, vou deixar a minha playlist aqui… Caso queiram ouvir também David Bowie, Beatles, Carreiras solos de Paul McCartney, John Lennon, Joy Division, The Clash, The Cure e por ai vai, deixei essas na playlist de Clássicos.

Se os dias parecem passar por você, bem, apenas deixe-os ir.

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